2 anos e 2 meses – terrible two veio pra ficar

Uau! Caramba! Quanto tempo não escrevo mais aqui!!!  Estou morrendo de saudade de escrever, contar todas as novidades, mostrar a evolução do nosso Sir Pedroca! Mas a correria tá grande, então, perdoem-me a ausência!

O Pedro está muito bem! Acho que o tratamento da esofagite está fazendo efeito, porque o filhotinho tá que tá, comendo mais, aceitando super bem os alimentos, fazendo 4 refeições diárias além de umas 4 ou 5 mamadeiras por dia. O único porém é que ainda está na consistência amassada. Isso me preocupada um pouco. Não consigo definir exatamente se é porque ele de fato não consegue mastigar e deglutir alimentos maiores ou se é hábito (pra não falar preguiça). A gente oferece pedaço maior, ele mastiga um pouco mas logo se desinteressa e às vezes faz ânsia de vômito. Estamos atentos e com orientação das fonos, vamos ver como poderemos evoluir daqui pra frente!

O controle da esofagite reflete na questão motora do Pedro. Está muito mais animado na fisioterapia, está mais firme, com mais controle do pescoço e tentando controlar o tronco mais também. Ele ama ir para fisioterapia. É nítido como ele se sente realizado a cada conquista de conseguir realizar algum movimento. É super engraçado que quando acaba a sessão, ele cai no choro! Aliás, esse é o gancho perfeito para pular de parágrafo!

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Pedroca com a sua fisioterapeuta, Márcia Borges, na maior farra!


Não é só quando acaba sessão de fisio que ele chora! Quando acaba o desenho, quando o carro para, quando fecho o livro depois de contar muitas vezes a mesma historinha… é vó Zena, lembra da sua indignação: “Fia, esse menino não chora, não?”. Pois que agora chora, vó! E por tudo e por nada!

Eu já tinha lido bastante sobre os “terrible two” (terrível dois, em tradução livre), “crise dos dois anos” ou “adolescência dos bebês”. Afinal, é mito ou verdade? E na prática estamos sentindo isso mesmo! Muitos especialistas dizem que há explicação para essa fase de gritos, birras e choros incessantes.

De acordo com o site do Dr Drauzio Varella, para entender por que isso ocorre, precisamos ter em mente que nos primeiros anos de vida do bebê, ele só engatinha e é totalmente dependente do outro. Não consegue comer sozinho, tampouco falar. Dos 10 meses em diante, já está apto a andar e começa a desenvolver autonomia para ir e vir. A partir dos dois anos, a criança já consegue se expressar e tem bom arsenal vocabular. Frases como “eu quero” ou “é meu” passam a ser usadas constantemente, além de ele se comportar de modo opositivo às solicitações dos pais. Na prática, a criança passa a verbalizar aquilo que deseja (ou não). E é aí que começam os conflitos entre pais e filhos. Essa fase é uma espécie de “adolescência do bebê”.

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Essa cara emburrada é porque acabou o desenho :-(

Mesmo o Pedro não andando e não falando ainda, a gente consegue perceber claramente que ele está fazendo birra por um determinado motivo. E aí é que a paciência e o jogo de cintura precisam prevalecer. E é difícil né! Oh se é! Sabemos que a família tem papel fundamental no processo de aprendizagem das crianças, porque os filhos refletem os hábitos, as atitudes dos pais, como se fossem um espelho. Então, se eu ou o Xuxu gritarmos demais por exemplo, com certeza o Pedroca vai assimilar isso como sendo correto e repetir esse comportamento.

Educar exige esforço. E a questão da deficiência do Pedro demanda ainda mais atenção e vou explicar. Nós não queremos que o Pedro, por suas limitações, receba tudo de bandeja. Acreditamos que é importante para ele, desde muito cedo, entender a noção de limites. Na medida do possível, tentamos oferecer a ele condições para isso. Mesmo em pequenas atitudes como, por exemplo, não atender a uma vontade dele imediatamente, dar a ele a chance de ficar sozinho de vez em quando (sem estímulo algum), deixá-lo assistir a um filme que ele tenha escolhido e depois ele acompanhar a avó na novela. São detalhes que achamos que vão poder ajudar no desenvolvimento do processo da construção de limites, regras de boa convivência e convívio social. Mas é claro que ainda é pouco, e vou contando para vocês como estamos nos saindo. Vamo que vamo!