Dia Mundial da Paralisia Cerebral

06 de outubro – Dia Mundial da Pessoa com Paralisia Cerebral.

De acordo com informações do movimento internacional World Cerebral Palsy Day (em português, Dia Mundial da Paralisia Cerebral), a paralisia cerebral (PC) é uma condição não progressiva caracterizada por alterações neurológicas permanentes que comprometem o desenvolvimento motor e/ou cognitivo do paciente, causando limitações nas atividades cotidianas. É a deficiência mais comum na infância.

Hoje, existem cerca de 17 milhões de pessoas com paralisia cerebral. Uma em cada quatro crianças com esse diagnóstico não fala; uma em cada três não anda; uma em cada duas tem deficiência intelectual e uma em cada quatro tem também epilepsia.

Quem me conhece sabe que tenho várias ressalvas quanto ao termo “paralisia cerebral”.

Com o avanço da ciência já se sabe que não é porque existe uma lesão no cérebro que ele fica paralisado. Por causa da plasticidade, os neurônios são capazes de adaptar sua função e sua forma, em resposta à essa lesão.

Por isso prefiro o termo encefalopatia crônica não progressiva. Inclusive como forma de combate ao preconceito. Pois quando se fala “meu filho tem paralisa cerebral”, uma pessoa que não conhece esse universo, pode interpretar que o cérebro da criança, ou parte dele não funciona.

Então, se desejamos falar ou escrever construtivamente, numa perspectiva inclusiva, a terminologia correta é especialmente importante.

Mas já que o termo existe, vamos refletir mais sobre ele. Que bom que existe o dia para que possamos trabalhar os conceitos e buscar formas de contribuir para uma sociedade mais inclusiva.

Apesar de aproximadamente 14,5% da população brasileira possuírem algum tipo de deficiência, infelizmente esse grupo ainda sofre muito preconceito e ainda está longe de estar incluído efetivamente na nossa sociedade.

Por isso, hoje não é um dia a ser comemorado. É um dia de luta, de trabalho, de combate aos estereótipos, de luta contra os preconceitos, em busca de inclusão.

Quanto mais informações, menos preconceito. Quer saber mais? Assista ao vídeo da ONG Nossa Casa.

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