Alguma coisa acontece no meu coração e aqui em Foz não tem Av. São João

 

Imagem: Shutterstock
Imagem: Shutterstock

O medo está nos rondando novamente. Mas é engraçado, não é um medo como de antes, é um medo diferente. O coração da gente sente coisas que às vezes não sabemos nominar. É parecido com medo, mas não é tão avassalador. É meio  tipo angústia, mas não daquelas doídas. Difícil de entender né? Pois é! Tá difícil de explicar mas não de sentir. Esse coração, viu…

Apesar de estar em Foz do Iguaçu, uma cidade relativamente rica de um estado que é o quarto mais rico, os serviços de saúde, seja eles públicos ou privados, não é dos mais abundantes. Nós sabíamos disso quando decidimos mudar de Curitiba para cá. Tanto é que alguns especialistas que acompanham o Pedro nos veriam periodicamente como, por exemplo, de 4 em 4 meses veríamos a neuro e a cada seis meses o geneticista, a gastro sempre que necessário e assim por diante…

Mas o que eu não imaginava é que teria uma grande dificuldade logo no primeiro mês. Já contei pra vocês aqui que desde novembro o Pedro tá comendo mal por conta do nascimento dos dentes. E o que estava ruim, só foi piorando e ele passou a não aceitar nem frutas geladas que eram as únicas coisas que ele ainda estava comendo e nem os medicamentos necessários ao seu tratamento como também já contei aqui. E o que estava indo muito difícil, agora está de mal a pior. Está aceitando bem pouco o leite, diminui muito a quantidade e tem vomitado com muita frequência.

E nessa contextualização, eis que a gastro-anja do Pedro está suspeitando que o Pedro possa estar com esofagite ou algo do gênero e precisamos fazer uma endoscopia para ter o diagnóstico. A grande dificuldade em relação aos serviços de saúde em Foz do Iguaçu é exatamente não ter como fazer a endoscopia aqui, nem pelo sus nem pelo convênio. Precisaremos ir até Curitiba.

E é neste contexto que estou com esse medo que não é medo, essa angústia que não é angústia… fico preocupada e é inevitável não pensar se realmente ter vindo para cá foi a melhor opção. Mas ao mesmo tempo, a cada café da manhã com tempo de conversar com a mamys, a cada banho na piscina praticamente toda tarde com o Pedroca, a cada almoço com o Xuxu sem pressa, a cada noite em claro com paciência por não ter que acordar no cedo no dia seguinte, tenho certeza de que era melhor pra todo nós ter vindo pra cá.

Imagem: Shutterstock
Imagem: Shutterstock

Ressalva

Nem tudo é dificuldade com os serviços de saúde da cidade. Estou admirada com o SUS em Foz do Iguaçu. A mamys precisa de acompanhamento periódico com o reumatologista e em menos de três semanas, conseguiu o encaminhamento do clínico geral para esta especialidade, já foi atendida, já está esperando a liberação dos exames e já está com o retorno agendado para daqui três meses.

O Pedro já passou pela clínica geral do postinho também para ter encaminhamento para fisio, fono, reabilitação auditiva e por aí vai. É sempre muito burocrático e com as muitas informações desencontradas, mas os encaminhamentos já saíram e já estamos avaliando se essas terapias são as melhores opções para o caso do Pedro. Apesar da agilidade e bom comprometimento dos profissionais que estão o atendendo, é bem provável que por conta das múltiplas deficiências do Sir Pedroca tenhamos que investir em outras formas de terapias, mas aí já é assunto para outro post, né não?!

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *