19 meses de muita luz, muito riso e mais um bocado de dúvidas

Essa semana mesmo estava com a mamys tomando café da manhã e o velho diálogo de como o tempo está passando rápido veio à tona. Por que será que parece que o ano voou? – perguntou-me ela. Eu respondi: simplesmente porque fizemos muita coisa! Hehehe eu realmente acho isso, quanto mais coisas fazemos, quanto mais nos envolvemos, mais não percebemos o tempo passar.

Para mim, uma amante das ciências humanas, as aulas de matemática e física pareciam uma eternidade. Chegava o natal mas não tocava o sinal! E quando eram as aulas de literatura ou história, era tão delicioso, mais e mais detalhes, mapas, cores e de repente, puf, acabou!

Acho que esses 19 meses foram assim, tanto acontecimento, tanta luz, tanto sorriso acontecendo ao mesmo tempo que temos a sensação que esse tempo voou, e o Pedro acaba de completar 19 meses!

Confesso que a última semana está bem esquisita, não sei se é pela nova rotina com o pediasuit (já falei dessa terapia aqui), não sei se são os dentes pré-molares judiando pra rasgar a gengiva, não sei se é um presságio da mudança que vem por aí, ou se é tudo junto e misturado. O que, de concreto eu sei, é que o piázito está com dificuldade de dormir.

Acorda no meio da noite e fica resmungando, me chamando pra tirá-lo do berço. Eu já tentei colocá-lo na cama pra dormir com a gente, mas ele simplesmente não dorme, pega fogo. Fica jogando os bracinhos e as perninhas pra cima da gente e gargalha! É uma delícia, mas isso faz com que ele não durma mesmo.

Então, o que temos feito é o seguinte: dou um mamazinho, uma dengadinha e volto-o no berço. Ele chama de novo, não chora, mas chama. Vou ao quarto dele, olho pra ele, falo que ainda é de noite, que ele precisa descansar, que é importante descansar pra crescer e saio do quarto dele. E isso segue acontecendo mais algumas vezes, passa-se em torno de uma hora e ele volta a dormir.

Aí o que acontece com o coração de mãe aqui? Dúvidas e mais dúvidas. Será que está certo deixá-lo sozinho? Mas ele não chora, então posso continuar insistindo para que ele volte a dormir sozinho? Eu não estou o abandonando porque explico, mas seria o suficiente? Eu converso com ele e explico que estou ali no quarto ao lado, mas que é noite e ele precisa dormir para recompor as energias, será que não é pouco?

Como já estamos acostumados, nós, pais e mães que buscamos uma criação diferente, mais sensível e amorosa, sempre nos questionamos sobre as nossas próprias escolhas. Não acredito em fórmulas – não é questão de treinamento de bebês, nem de criação com apego. E sim verificar o que funciona comigo e com o Pedro, sempre com muito cuidado, baseado no atendimento das necessidades da criança, não só interpretando por meio dos sinais que o meu filho dá, mas acima de tudo, quais as necessidades para que esse ser humano que está compartilhando desta existência com a gente precisa.

Bom, as respostas eu ainda não tenho. O que sei é que os limites de uma educação amorosa são muito tênues e estou neste momento de descobrir.

Créditos Junior Fuchter
Créditos Junior Fuchter

Obrigada Pedro, com você aprendo todo dia e todo minuto, e a sua forma de lidar com o sono, ou a falta dele, é apenas mais um pequeno detalhe que vamos aprender juntos.  Com amor, mamãe.

 

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